PULSAR - Sônia Marini


 

 

Após uma longa ausência, estou de volta e de casa nova.
Espero por vocês lá.

www.pulsarpulsar.blogspot.com



Escrito por Sônia C. Marini às 16h31
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Aos amigos

 

Cada um percebe a vida de uma forma e há, ainda, os que nem a percebem. Apenas vão levando, ou deixando levar-se.

Eu, vejo a vida acontecendo em ciclos. Ciclos que se iniciam, desenrolam e findam, fechando-se. Muitas vezes, insistimos em continuar ali, como se a nossa vontade pudesse manter as coisas intactas. No entanto, nossa vontade não basta. Os ciclos se fecham, queiramos ou não. Se não nos movemos por apego ao velho, por medo do novo, ficamos enredados, presos entre as pontas do início e fim.

Eu vinha lutando contra o fim de um ciclo, que tem se manifestado em vários planos da minha vida. Há várias coisas findando, e é preciso que eu aceite isso e me disponha ao novo, para que outras se iniciem. Este blog é parte disso.

Adiei o quanto pude esse momento, até ter certeza de que é, realmente, inevitável.

Naturalmente, eu não deixarei de escrever. Não conseguiria, mesmo que tentasse. Talvez o papel me baste por uns tempos. Talvez, em breve eu esteja inaugurando nova casa. Ainda é cedo para dizer.

Quem sabe até, eu adote um pseudônimo e coloque para fora um lado que sempre abafei. O receio do julgamento que possam fazer de mim, é algo que sempre me fez sentir um pouco tolhida. Bobagem, dirão muitos, mas assim é. Eu não creio, que se possa escrever algo que realmente preste, estando cheia de amarras. E este blog, por mais carinho que me desperte, por mais que tenha sido imprescindível durante um período da minha vida, tem me feito sentir assim, um tanto amarrada.

Talvez, eu tenha mudado um pouco neste fechamento de ciclo , e não caiba mais aqui. Talvez seja só cansaço. Mudanças exigem uma dose extra de energia e confesso: tem me faltado tempo e energia.

Abri uma garrafa de vinho, antes de me sentar aqui para escrever. Faz parte de umas coisas que andei me dando o direito de fazer, ultimamente. Não esperar por companhia para abrir um vinho, é uma delas. Este é um momento especial. Vocês, eu e uma taça de vinho. Brindemos ao fim desse ciclo e ao início de um novo.

Sentirei saudades, mas levo alguns bons amigos, que aqui fiz.

Deixo um poema, escolhido não ao acaso. É um poema que já postei aqui, bem no início do blog, e tem aquele ar de momento raro, que não se quer perder. Achei que combinava. Enfim, o ciclo de fecha.

Tim-tim

P.S. Continuarei recebendo os comentários enviados, se alguém quiser entrar em contato. Mas se preferirem o e-mail, aqui vai: s_cris_m@hotmail.com

 

 

 

São tão raras as flores...

 

Não digas nada

Deixa-me apenas

sentir esse perfume

um pouco mais...

 

Deixa que o único ruído

seja o do vento a roçar

nas pétalas que exalam

doçura e sonho.

 

Sônia C. Marini

Março/2004



Escrito por Sônia C. Marini às 00h49
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Releitura


Há alguns anos, que eu não lia esse poema.

Dei com ele, hoje, na net, meio sem querer.  

Às vezes,  falta-nos vivência, para compreender profundamente algumas coisas.

Faltava-me, quando o li pela primeira vez.

 

 

Cor-respondência

Remeta-me os dedos
em vez de cartas de amor
que nunca escreves
que nunca recebo.
Passeiam em mim estas tardes
que parecem repetir
o amor bem feito
que voce tinha mania de fazer comigo.
Não sei amigo
se era o seu jeito
ou de propósito
mas era bom, sempre bom
e assanhava as tardes.
Refaça o verso
que mantinha sempre tesa
a minha rima
firme
confirme
o ardor dessas jorradas
de versos que nos bolinaram os dois
a dois.
Pense em mim
e me visite no correio
de pombos onde a gente se confunde
Repito:
Se meta na minha vida
outra vez meta
Remeta.

Elisa Lucinda




Categoria:
POESIA

Escrito por Sônia C. Marini às 00h49
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Uma das músicas mais lindas que ouvi, nos últimos tempos.
Demorei para encontrar disponível na net e poder compartilhar com vocês. Se você não tem o CD ( Ouvidos uni-vos - Luiz Tatit), aproveite para
ouvir aqui  
porque, obviamente, não vai tocar nas rádios.

 

Minta
(Ricardo Breim e Luiz Tatit)

Minta que você sozinho
Fez tanta proeza
Que já tem certeza
Que esse mundo é seu

Minta que no fim das contas
Pra ser bem sincero
Você nem se lembra
Que me conheceu

Minta mas com muita classe
Como se não se importasse
Com sei lá quem quer que fosse
Mesmo quem lhe trouxe
Toda essa confiança
Que lhe cobre a face

Minta que depois da gente
Bem rapidamente
Você virou outro
E logo me esqueceu

Minta descaradamente
Que daí pra frente
Tudo que cê teve
Foi melhor que eu

Minta mas com segurança
Pra que eu me sinta criança
E me dê a doce liberdade
De ouvir mentiras
Em palavras
Que são de verdade

Voz: Ná Ozzetti
Piano: Marcelo Jeneci



Escrito por Sônia C. Marini às 13h52
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Selvagem

É quando estás de joelhos...

É quando estás de joelhos
que és toda bicho da Terra
toda fulgente de pêlos
toda brotada de trevas
toda pesada nos beiços
de um barro que nunca seca
nem no cântico dos seios
nem no soluço das pernas
toda raízes nos dedos
nas unhas toda silvestre
nos olhos toda nascente
no ventre toda floresta
em tudo toda segredo
se de joelhos me entregas
sempre que estás de joelhos
todos os frutos da Terra.

David Mourão Ferreira




Categoria:
POESIA

Escrito por Sônia C. Marini às 00h50
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SEI LÁ...

Hoje, conversando com uma amiga, falando da vida, amores, dúvidas, partidas, acabei com um "sei lá... sei lá..." e foi inevitável: A vida tem sempre razão.

Há tempos, nem me lembrava dessa música.  

E agora, me ocorre uma coisa: Quem disse, que só é possível filosofar em alemão? Ah... em ritmo de samba, não só é possível, como é muito melhor!

No mais, só sei que é preciso paixão!


Sei lá... a vida tem sempre razão
(Toquinho/Vinícius)

Ouça aqui

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.

De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.



Escrito por Sônia C. Marini às 00h32
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Pensando

 

 

“A separação pode ser o ato de absoluta e radical união, a ligação para a eternidade de dois seres que um dia se amaram demasiado para poderem amar-se de outra maneira, pequena e mansa, quase vegetal.”

Nas tuas mãos- Inês Pedrosa.

Quase vegetal... Horrível, mas verdadeiro.

Às vezes, guardamos a proximidade do outro como se guarda um objeto, uma lembrança de alguém que morreu. Algo para tocar, olhar e lembrar, quando sentimos saudades. Não é mais o outro. É, apenas, algo que nos lembra o outro. Um outro que não há mais. Foi-se.

Não... a saudade nem é do outro. É de nós mesmos. Do que fomos, do que sentimos e vivemos, um dia, ao lado do outro.

E ficamos ali, com uma fotografia nas mãos, nos perguntando, por que as coisas morrem?



Escrito por Sônia C. Marini às 01h01
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Coisas para se fazer no frio.

 

Alguém me salve, por favor!

O frio nem bem começou e já cansei da brincadeira.

E tem gente que adora frio! Não entendo! Fica super ativo e tem vontade de sair fazendo um monte de coisas. Eu também!

O único problema, é que minha "lista de coisas para fazer no frio", termina sempre do mesmo jeito.

1- Tomar chocolate quente, numa cama bem quentinha.

2- Ler um bom livro, numa cama bem quentinha.

3- Ver um bom filme, numa cama bem quentinha.

4- Ouvir um bom CD, numa cama bem quentinha.

5- Dormir até mais tarde, numa cama bem quentinha.

6- Ir deitar mais cedo, numa cama bem quentinha.

7- Namorar, numa cama bem quentinha.

8- Namorar mais, aproveitando que a cama ficou mais quentinha.

9- Namorar até ficar muito quente e transpirar, só para lembrar  como o verão é bom!E depois, exaustos, dormir abraçados, na cama bem quentinha!

etc, etc, etc...

De quê me serve esse sangue europeu, se tenho alma de gato?

Então, se alguém aí tiver boas relações com S. Pedro e puder pedir um favorzinho, eu quero calor! Se não for possível peço, ao menos, que os dias sejam ensolarados! Morrer de frio com sol e céu claro, é mais alegre, mais colorido e muito mais charmoso!

Ah! A foto lá de cima, foi a única que consegui, partindo da idéia de casal, cama e cobertas. Quando encontrei essa, pensei em  filtrar inserindo um "com meias", mas achei que não ia retornar nada. Brrrrrrrrrrrrrrrrr

Vou pra cama!

E nem me perguntem, o que estou fazendo acordada até uma hora dessas, com esse frio. A resposta é óbvia! Dormi quase o dia inteiro e fiquei sem sono, oras!

 



Escrito por Sônia C. Marini às 01h36
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Lembrei dessa música, porque acho que ela combina, com os lindos dias que tem feito essa semana. Céu azul e sol, nem uma nuvem, paz e tranquilidade. Combina comigo também.

Sim, eu leio os jornais. Crise com a Bolívia, torcidas se matando, Pimenta condenado e vai continuar solto...o de sempre. Mas ainda assim, cá dentro, estou em paz.

 

O bem e o mal

(Dudu Falcão e Danilo Caymmi)

Clique para ouvir em RealPlayer com Danilo Caymmi

Eu guardo em mim
Dois corações
Um que é do mar
Um das paixões
Um canto doce
Um cheiro de temporal
Eu guardo em mim
Um Deus, um louco, um santo
Um bem, um mal

Eu guardo em mim
Tantas canções
De tanto par
Tantas manhãs
Encanto doce
Um cheiro de vendaval
Guardo em mim
O Deus, o louco, o santo
O bem e o mal



Escrito por Sônia C. Marini às 00h16
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Manhã cinzenta de terça-feira, com cara de segunda.
E o Chico, ahhh... o Chico...dispensa comentários.

 

Futuros amantes

(Chico Buarque)

Clique para ouvir em RealAudio

Não se afobe, não, que nada é pra já
O amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário, na posta-restante
Milênios, milênios no ar
E quem sabe, então o Rio será alguma cidade submersa
Os escafandristas virão explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos
Sábios em vão tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não, que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

www.mpbnet.com.br

 



Escrito por Sônia C. Marini às 09h43
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Gavetas são

para os poemas

Como o descanso

preciso ao pão.

 

Sônia Marini

 



Categoria:
POESIA

Escrito por Sônia C. Marini às 09h28
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Memória olfativa

"me gusta encender
el cigarrillo dese hombre..."

Alice Ruiz ( em Fantasia cubana)

 

Memória olfativa

 

Esse odor de cigarrilha

de onde?

 

Desejos ainda

                 

                       recendem.

 

Sônia Marini



Categoria:
POESIA

Escrito por Sônia C. Marini às 11h31
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Vasculhando uns guardados...

 

Quando o silêncio basta

 

Quero que venhas ...e cales

Esqueça que pedi verdades

 

Preciso apenas

que teus olhos

digam saudades

 

Rouba se eu negar

Acolhe se eu chorar

Se eu te falar em dores

cala minha boca

com a tua boca

 

Fala-me apenas

na língua que sabes

 

e que eu bem entendo.

 

set/2005



Categoria:
POESIA

Escrito por Sônia C. Marini às 19h57
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Das andanças de hoje, pela net:

 

www.ademirbacca.blogspot.com

Do teu cheiro

O gosto da tua pele
sal impregnado em meus lábios
que me mata de sede
à beira da fonte dos teus prazeres.

O teu gosto na minha boca
mel que sacia meus desejos
na hora derradeira
do medo de te perder
em meio aos lençóis.

O teu cheiro impregnado
no meu corpo
perfume raro que nem a chuva
leva de mim...

Ademir Antônio Bacca



Escrito por Sônia C. Marini às 19h26
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Essa polêmica toda, envolvendo a recente surpresa que o Orkut fez aos usuários, divulgando, da noite para o dia, quem visitou a página de quem ( Ver blog da Célia Musilli, link ao lado), me fez lembrar de umas coisas e juntar dois mais dois.

Anos atrás, uma amiga teve problemas com suspeitas de invasão em seus e-mails. Coisas de rolo com ex-marido, senhas, etc... Não vem ao caso, entrar em detalhes. O que importa é que, por conta dessa suspeita, entrou em contato com o provedor e o atendente lhe disse, com todas as letras, com quem ela havia conversado por comunicador instantâneo nos últimos dias ( salvo falha da minha memória, inclusive com acesso ao teor da conversa), para quais endereços havia enviado e-mails e quais os sites que havia visitado.

Eu me confesso uma ignorante, nos mistérios dos computadores e internet. Sei o básico, me viro razoavelmente bem, arrisco meia dúzia de códigos html e só. Não fazia idéia de que isso era possível e hoje sei que é, mas não sei como.

Nós, os semi-analfabetos-digitais, também não fazíamos idéia, de que o Orkut registrava cada perfil que visitávamos. Mas registra! E resolveu, sem avisar ninguém, nos presentear com mais este "recurso" fantástico. Da noite para o dia, tornou públicas, todas as nossas visitas recentes.
Na verdade, não sabemos que tipo de rastro estamos deixando, quando usamos a net. Não nos preocupamos, ou não nos preocupávamos, com isso.

Vivemos num regime democrático, graças a Deus. Os mais jovens, nem sabem bem, o que vem a ser o termo "porões da ditadura". Infelizmente, não se pode garantir, que um regime democrático dure para sempre.

Por ocasião do atentado terrorista às Torres Gêmeas, lembro-me de ter lido algo, sobre os americanos estarem monitorando e-mails, baseados num sistema de filtragem por palavras chave. Verdade? Mentira? Não sei. Na ocasião, não fui investigar mais a fundo. Mas acho bem possível.

Percebem onde estou querendo chegar?

Li George Orwell, quando era adolescente. Amei, mas tudo me pareceu tão absolutamente fantasioso.... Será?




Escrito por Sônia C. Marini às 00h07
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